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Funcionalismo de Minas vai as ruas denunciar calote do governo

11/11/2011

Saúde, com 48 horas de paralisação, uniu-se a outras categorias que tem reivindicações

Escrito por: Bráulio Siffert – Imprensa SindSaúde-MG

O dia quente da capital mineira desta quinta-feira (10) marcou o início do movimento unificado do funcionalismo contra a política do governo estadual que penaliza os trabalhadores.  Saúde, educação, polícia civil e eletricitários cobram do governo acordos não cumpridos. O movimento unificado começou na praça da Assembleia e seguiu em passeata até a praça Sete. Mais cedo, os trabalhadores da saúde manifestaram em frente ao Hospital João XXIII.

O governo Anastasia fez acordos para o fim da greve com todas essas categorias, mas somente os trabalhadores cumpriram o assinado e voltaram as suas atividades. Durante a manifestação, os trabalhadores mostraram que unificação será a resposta para acabar com promessas não cumpridas e avalanche de propagandas maquiadas.

A coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira disse que são dois os pontos que unificam as reivindicações do funcionalismo: o pagamento do prêmio de produtividade e o fim do projeto de política remuneratória apresentada pelo governo.

“Se aprovado, a política remuneratória irá estabelecer um parâmetro menor do que a Lei de Responsabilidade Fiscal para destinar ao servidor público. É um projeto nefasto para o funcionalismo” alerta Beatriz que aponta o mesmo caminho exigido pelo Sind-Saúde. “Queremos que o governo separe o que está no projeto: cumpre o acordo de 5% com a saúde e o resto joga no lixo”.

Já o diretor do Sindpol, Denílson Martins, cobrou o pagamento do prêmio de produtividade. Segundo ele, se o governo não pagar pelas metas alcançadas em 2010 os trabalhadores podem não cumprir com as metas de 2011. Antes, Denílson alertou para a armadilha do prêmio de produtividade. “Servidor não tem que ganhar prêmiozinho não. Tem que ganhar salário para poder sustentar sua vida. Mas se a regra do jogo é essa, se o governo quer dar penduricalhos, que cumpra o que seus tecnocratas disseram”.

Os trabalhadores da Cemig também participaram do ato unificado. O coordenador geral do Sindieletro Jairo Nogueira, aproveitou o carro de som para denunciar super-prêmios concedidos ao alto escalão da Cemig em detrimento dos trabalhadores. Segundo ele, o superientendente da Cemig chega a ganhar R$400 mil de premiação.

Jairo Nogueira comemorou o ato unificado. “Metas, desrespeito, humilhação. Esta é a proposta de estado mínimo e o projeto do governo que não gosta de trabalhador. Com essa unidade de hoje o governador está perdido. Anastasia só sabe isolar e perseguir os sindicatos. Com os trabalhadores juntos nossa força é enorme.”    

O diretor do Sind-Saúde/MG, Regilando Tomáz exigiu respeito do governador com os trabalhadores. Segundo ele, os trabalhadores públicos são os primeiros a sentir a inversão de prioridade do governo quando as áreas sociais são sucateadas. Tomáz deixou um recado da saúde para o governador dizendo que os trabalhadores são capazes de retornar a greve se os acordos não forem cumpridos. Veja o vídeo com a fala do diretor abaixo    

Apoio

Além de diversos movimentos sociais como o MST e o estudantil, deputados de oposição vieram demonstrar apoio as categorias. Os deputados estaduais Elismar Prado, Rogério Correia, Adelmo Leão, Carlin Moura e o deputado federal Welliton Prado criticaram o governo estadual e o desrespeito com os trabalhadores. 

A CUT-MG também esteve presente no ato. O presidente da Central em Minas, Marco Antonio disse ser absurdo os trabalhadores fazer greve para ver cumprir o acordo de greve. 

Defesa de Minas

Nas falas, os manifestantes também questionaram a mentirosa propaganda do déficit zero. Um dos eixos de campanha do governo desde Aécio, o déficit zero foi vendido ao país, mas hoje o governo precisou voltar atrás e mostrar que a política de obras e do estado mínimo podem ter quebrado as contas do estado.

Mais de 5 mil pessoas percorreram as ruas do centro da capital para alertar a população que os cortes nas áreas sociais são visíveis quando o desrespeito vira palavra diária no trato com os trabalhadores públicos. 

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