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Após 8 anos PSDB se rende ao Bolsa Família

19/08/2011

Escrito por: CUT SP

Após 8 anos PSDB se rende ao Bolsa Família Após 8 anos PSDB se rende ao Para combater a miséria em São Paulo e em toda região sudeste, Dilma e governadores assinam acordo para unificar programa de distribuição de renda

Escrito por: Alexandre Gamón

O programa Bolsa-Família, implantado no governo Lula como forma de diminuir a desigualdade social, distribuindo renda e elevando o poder de consumo das famílias de baixa renda, foi duramente criticado pela oposição, principalmente por líderes do PSDB.

Porém, nesta quinta-feira, (18), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu aceitar ajuda para acabar com a miséria que afeta 2,7 milhões de pessoas na região sudeste do país.
Em um evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, a presidenta Dilma Roussef e Alckmin assinou um acordo de cooperação e unificaram os programas sociais Bolsa-Família (governo federal) e Renda Cidadã (governo estadual), medida que segundo o governador irá atender mais 300 mil famílias, ampliando o benefício para 1 milhão.

A cerimônia fez parte do lançamento do Plano Brasil sem Miséria, em que os governadores dos quatro estados: Antônio Anastasia (MG), Geraldo Alckimin (SP), Renato Casagrande (ES) e Sério Cabral (RJ), se comprometeram a cooperar com a iniciativa federal, que foi lançada em julho e é voltada para atender as pessoas que tem renda mensal inferior a R$ 70.

Ao lado de Dilma estavam governadores da região sudeste e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Um dos críticos deste modelo de programa social, que chegou a batizar de “bolsa-esmola”, o tucano José Serra, não estava presente.

Alfinetadas
Em seu discurso, Alckmin elogiou a presidenta pelo seu patriotismo, caráter conciliador e protagonismo. Entretanto, fez questão de destacar que o ex-presidente FHC foi o responsável pela criação de programas sociais, que abrangia 5 milhões de famílias, como bolsa-escola e auxílio gás, e que posteriormente Lula teria transformado essas distintas verbas em bolsa-família.

Dilma não poupou elogios ao antecessor e com muita diplomacia rebateu. “O governo Lula me legou uma `herança bendita` --elevamos 40 milhões de pessoas à classe média; é uma Argentina", comparou. Indiretamente Dilma fez menção sobre as substituições de Ministros em seu governo, fato que a grande mídia noticia como faxina. “A verdadeira faxina que tem de fazer é a faxina contra a miséria", destacou.
O Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, revelou que o fato de ter aderido inicialmente ao programa social do governo federal fez com que o Estado desse um salto de qualidade. “A política de distribuição de renda liderada pelo ex-presidente Lula ajudou na dinamização da economia e fortaleceu nosso programa de inclusão - Renda Melhor”.

FALTA UNIDADE
O Deputado Estadual, Luiz Cláudio Marcolino (PT/SP), acompanhou a solenidade e ficou satisfeito com a assinatura do acordo. O deputado paulista afirma que é necessária uma maior sinergia entre os programas do Governo federal e Estadual para sanar problemas. “O que acontece é uma disputa para saber quem faz mais. Muitas vezes, vemos o governo federal e estadual construir dois hospitais públicos em algumas cidades, e o município sequer tem recurso para gerenciar. Precisamos acabar com essa competição e unir esforços”, enfatiza Marcolino.

Para o Presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo, Adi dos Santos Lima, lamenta o fato do governo paulista ser um dos últimos a incorporar o bolsa-família. “Em oito anos poderíamos ter dado um salto significativo para erradicar a pobreza no Estado de são Paulo que afeta um milhão de pessoas na capital, sem falar da região do Vale do Ribeira que concentra uma parcela significativa de cidadãos que necessitam de políticas de inclusão social”. O Presidente da CUT/SP destaca que a adesão do PSDB ao programa capitaneado por Lula, é uma prova de que distribuição de renda está atrelada ao crescimento econômico.



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