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Sindsaúde MG participa de ocupação da sede do Ministério da Saúde em BH

14/06/2016

Diretoras do SindSaúde MG participam do ato em defesa do SUS no prédio do MS em BH

Escrito por: Sindsaúde MG

 

 

A ocupação do prédio do Ministério da Saúde, no centro de Belo Horizonte, que começou na sexta-feira, 03/06, prossegue nesta segunda, 06. O objetivo de usuários, movimentos sociais, sindicais e de membros da Frente Brasil Popular que participam da ação é fortalecer o movimento de resistência ao desmonte do SUS - Sistema Único de Saúde. No final de semana foram realizados vários debates com a finalidade de discutir a realidade do SUS sob os ataques do governo golpista.

 

Na segunda-feira,  às 19h30, o debate “O golpe e o controle social no SUS” contará com as presenças dos conselheiros estaduais e municipais de saúde de Belo Horizonte. Às 21 horas, haverá apresentação da cantora Andressa Versi. O debate e a apresentação musical acontecem no auditório do prédio ocupado do Ministério da Saúde que fica na rua Espírito Santo, 500, no centro de BH. 

 

Ocupa Ministério - Belo Horizonte entrou na luta em defesa do SUS na sexta-feira, 03/06. Os manifestantes ocuparam  o prédio do Ministério da Saúde, sede da Fundação Nacional da Saúde, na rua Espírito Santo, por tempo indeterminado. A ocupação está sendo feita por membros de movimentos estudantis, sociais e sindicais que pretendem resistir ao desmonte do SUS anunciado pelo ministro da Saúde e colocado em prática com a determinação do governo interino de Michel Temer de por fim à obrigação constitucional de investimento na saúde.

 

Para os manifestantes, as ameaças contra o SUS já admitidas pelo Governo são suficientes indicações de que as ameaças são reais e justificam a urgência do movimento de resistência nas ruas e em ocupações de prédios do Ministério da Saúde.

 

Diminuição do tamanho do SUS - Como explica a médica sanitarista Maria Angélica de Sales Dias, do Observatório de Saúde Urbana da UFMG, há interesses capitalistas claros na redução do investimento em saúde. Segundo ela, a ideia de diminuir o tamanho do SUS, como sugeriu o ministro da saúde de Temer, deverá ser levada adiante restringindo o financiamento de forma a reduzir a integralidade e a universalidade dos serviços. “Vão fazer isso de forma que cada vez menos pessoas sejam atendidas”, explica.

 

Se o SUS diminui de tamanho, adivinha quem é que cresce no Brasil? A resposta é óbvia, os planos de saúde privados. Não foi por acaso que o ministro da saúde do governo golpista é um deputado que teve a campanha eleitoral financiada pelos planos de saúde. Para não deixar dúvidas de quem ele representa, o ministro afirmou que o não é tarefa do Ministério da Saúde fiscalizar os planos de saúde.

 

Dito e feito, na sexta-feira, enquanto o prédio do Ministério da Saúde era ocupado em Belo Horizonte, a imprensa divulgava a autorização de aumento dos planos de saúde em 13,5%, acima da inflação. Alguém tem dúvida de quais serão os beneficiados do governo golpista? 


 

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