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Sindsaúde MG: trabalhadores da FUNED fazem paralisação de 24 horas

20/12/2017

Servidores estão sem receber 13º e auxílio creche e governo não apresenta solução para o problema

Escrito por: Sindsaúde MG

 

 

Chega o mês das festividades em Minas Gerais e parece que o presente que governador do estado reservou para os(as) servidores(as) é uma caixa de incertezas geradas pela falta de compromisso com os vencimentos e benefícios do trabalhador. No entanto, o que vemos como resultado desta irresponsabilidade do governo é a disposição para a luta dos trabalhadores, que mostram nas ruas a sua indignação e a vontade para defender direitos conquistados.

 

Na quinta-feira, 14/12, os funcionários da FUNED, em paralisação, fizeram uma assembleia em frente ao prédio da fundação para reivindicar o pagamento do 13º salário e do auxílio creche que também não foi depositado no mês de dezembro. A escala de pagamento dos salários dos servidores foi divulgada na semana passada, com significativo atraso. O que não serviu para acalmar os ânimos dos servidores que já aguardavam e ainda continuam na mesma condição de espera por notícias do benefício de final de ano. 

 

Na FUNED este é o primeiro mês que os servidores recebem o vale-alimentação. Justo neste mês, a satisfação inédita de ter acesso ao direito foi, lamentavelmente, compensada pela ausência do outro (auxílio creche). Benefício que já era um compromisso do governo por ser um direito conquistado.

 

O vale transporte neste mês foi repassado com atraso de 11 dias, e os trabalhadores que não quiseram ter seu ponto cortado, tiveram que pagar a ida e volta ao trabalho do próprio bolso. “O pior de tudo é que se trata de um dinheiro que não tem volta já que a reposição no cartão no final do mês apenas completa o que foi gasto, não paga um valor integral”, conta a servidora Luciana, da DCQ (Divisão de Controle de Qualidade).

 

O mês de dezembro já está praticamente na metade e o servidor da saúde  somente em 14/12 receberá a primeira parcela de salário. As contas do trabalhador, que em geral tem vencimentos até o quinto dia útil, serão pagas com significativo atraso, e provavelmente não serão quitadas em sua totalidade apenas com a primeira parcela. O ônus disso, como multas e juros, é de ninguém menos que os servidores.

 

Com este belo presente aos trabalhadores, Pimentel encerra o ano de 2017 com promessas de muita insegurança para o servidor do estado em 2018. Mas as lutas nas ruas também dão indicativos de que os trabalhadores estão mobilizados e dispostos a seguir lutando por seus direitos. A assembleia de hoje na FUNED foi seguida de um ato onde os trabalhadores cantaram palavras de ordem exigindo respeito do governador com a categoria.

 

 

 

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