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Taxa de desemprego mantém-se relativamente estável

31/07/2008

Escrito por: www.dieese.org.br

A taxa de desemprego para o conjunto de regiões onde é realizada a Pesquisa
de Emprego e Desemprego (PED) através do convênio entre DIEESE e Fundação
Seade com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com
instituições e governos regionais apresentou relativa estabilidade em junho,
ficando em 14,6%, contra 14,8%, apurada em maio. É a menor taxa para os
meses de junho desde 1998, primeiro ano para o qual existem dados para todas
as regiões. Em comparação com junho de 2007, quando 15,9% da População
Economicamente Ativa (PEA) encontravam-se na condição de desempregada, houve
recuo de 8,2%.

O Sistema PED estima que 2,899 milhões de pessoas encontravam-se em situação
de desemprego nas seis áreas pesquisadas (regiões metropolitanas de São
Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e no Distrito
Federal), o que representa uma redução de 50 mil pessoas, em relação ao mês
anterior. A PEA do período ficou em 19,903 milhões de pessoas, com a
incorporação de 24 mil novas pessoas ao mercado de trabalho, enquanto 74
mil indivíduos conseguiram uma ocupação. O total de ocupados atingiu, assim,
17,004 milhões. Na comparação com junho do ano passado, a PEA teve aumento
de 599 mil pessoas, enquanto o número de ocupados cresceu em 770 mil
pessoas, o que permitiu a redução do total de desempregados em 171 mil
pessoas em um ano.

Os 74 mil postos gerados resultaram da abertura de 54 mil vagas no Comércio;
36 mil no setor Serviços, e 31 mil em Outros Setores. Houve fechamento de
postos na Indústria (19 mil) e na Construção Civil (28 mil). Em 12 meses,
todos os setores tiveram crescimento, o mais significativo na Construção
Civil (9,6%), seguido pela Indústria (6,9%). Em um ano, estes dois setores
foram responsáveis pela geração de 253 mil postos de trabalho. Em igual
período, Serviços, o setor que mais emprega no conjunto de regiões, criou
339 mil vagas, com incremento de 3,9%.

Quando se considera a posição na ocupação, os dados da PED mostram que, em
junho, a abertura de vagas concentrou-se no setor público (58 mil) e entre
os empregados domésticos (37 mil). Houve redução de 24 mil ocupados entre
assalariados com carteira assinada, de 11 mil entre assalariados sem vínculo
formal e de 10 mil, entre autônomos. Em 12 meses, o assalariamento com
vínculo formal no setor privado cresceu 6,8% e o setor público teve
incremento de 5,9%.

Com relação aos rendimentos, de abril para maio houve crescimento de 0,8%,
para ocupados e assalariados. Com este aumento, o valor do rendimento médio
real ficou em R$ 1.151, e o salário médio alcançou R$ 1.241. Em relação a
maio do ano passado, houve crescimento de 3,5%.

Clique PED
;
metropolitanapara ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.

Comportamento das regiões

Apenas na região metropolitana de Recife houve pequeno crescimento no
desemprego, com a taxa chegando a 20,6%, contra 20,5% do mês anterior.
Salvador também apresentou taxa de 20,6%, o que significou um recuo de 1,0%,
em comparação com maio. Em São Paulo, a redução correspondeu a 1,4%, na
comparação entre junho (13,9%) e maio (14,1%). Nas outras três regiões
acompanhadas pela PED, a diminuição foi mais expressiva. Em Porto Alegre, a
taxa de desemprego, que em maio era de 12,2%, passou para 11,9%, com redução
de 2,5%. No Distrito Federal, variou de 17,4%, para 16,9%, com recuo de
2,9%. E em Belo Horizonte, a retração foi mais significativa - de 7,5% -
com a taxa passando de 10,7%, para 9,9%, e ficando assim em um dígito.
Também na comparação em 12 meses, apenas em Recife a taxa de desemprego não
teve redução, e apresentou pequena variação positiva de 0,5%. Nos demais
casos houve diminuição, as mais expressivas ocorridas em Belo Horizonte
(-22,0%) e Porto Alegre (-17,4%).

O nível de ocupação cresceu em Belo Horizonte (1,3%), Distrito Federal
(1,0%) e Recife (1,0%), e pouco se alterou em São Paulo (0,2%), Porto
Alegre ( 0,2%) e Salvador (0,1%). Em 12 meses, houve crescimento em todas
as regiões, ainda que com intensidade variável: 8,1%, em Porto Alegre; 5,9%,
no Distrito Federal; 5,6%, em Recife; 4,5%, em São Paulo; 4,2%, em Belo
Horizonte; e 1,5%, em Salvador.

O comportamento do rendimento médio real dos ocupados, em maio comparado com
abril, foi diferenciado entre as regiões: aumentou em Belo Horizonte (4,0%,
com seu valor chegando a R$ 1.028); em Porto Alegre (com variação de 2,8%,
e valor de R$ 1.097); e em Salvador (2,7%, R$ 930) e permaneceu
relativamente estável em São Paulo (0,3%, passando a valer R$ 1.222), e
diminuiu em Recife (4,5%, R$ 707) e no Distrito Federal (1,2%, R$ 1.645).
Em 12 meses, foi verificado crescimento nos rendimentos na maior parte das
regiões pesquisadas: 9,2%, em Belo Horizonte; 9,0%, em Salvador; 5,5%, no
Distrito Federal; 2,1%, em São Paulo; 1,3%, em Porto Alegre. Apenas em
Recife houve queda, de 1,8%.
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