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Funcionários do Hospital Frei Clemente decidem por estado de greve

18/10/2017

Trabalhadores não receberem os 60% restante do salário de agosto e o salário de setembro podem paralisar atividades

Escrito por: Sindsaúde Passo Fundo

 

Reunidos em assembleia no início da noite de (02/10), os trabalhadores do Hospital de Caridade Frei Clemente (HCFC) decidiram entrar em ESTADO DE GREVE a partir de 03 de outubro. Caso os 60% restantes do pagamento do mês de agosto e o mês de setembro não sejam pagos na integralidade até segunda-feira, dia 09, será realizada uma nova assembleia para examinar a possibilidade de paralisação.

 

Na assembleia, acompanhada pelo presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do RS, Milton Kempfer, também ficou decidido que o SINDISAÚDE - que representa a categoria - vai encaminhar um documento à direção do Frei Clemente, notificando sobre a decisão e buscando negociar a forma de pagamento dos salários atrasados. No documento também será enfatizada a necessidade de manutenção dos benefícios conquistados pelos trabalhadores com relação aos adicionais noturno e de insalubridade, que passaram a ser retirados, acarretando mais prejuízo financeiro.

 

A presidente do SINDISAÚDE, Terezinha Perissinotto, afirma que será encaminhado o aviso legal no prazo legal de 72 horas para o Judiciário e às prefeituras do Soledade, Barros Cassal, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Mormaço e Tio Hugo, que mantém convênio com o HCFC.

 

O presidente da FEESSERS disse entender que o problema do HCFC é de receita, o que poderia ser solucionado, em parte, com o aumento da participação do município de Soledade, que contribui com menos de R$ 100 mil. Para sustentar uma UPA, por exemplo, a prefeitura gastaria em torno de R$ 500 mil. Dessa forma, vale a pena repassar um pouco mais para manter o hospital. De acordo com a própria direção do hospital, o maior problema é o atraso nos repasses do Governo do Estado, que deve R$ 270 mil para o Frei Clemente, mas Milton entende que o hospital já deveria ter cobrado os incentivos devidos por via judicial.

 

Terezinha também reconhece a crise enfrentada pela casa, mas diz que para o SINDISAÚDE a prioridade são os trabalhadores. Ela relata a “situação de miserabilidade” da categoria porque os atrasos no pagamento dos salários vêm ocorrendo desde o início do ano. “Isto vem trazendo sérios transtornos para os funcionários, muitos escolhendo a conta que vai pagar primeiro”, ela explica, enfatizando que a população desconhece a situação de “verdadeira penúria” que eles enfrentam.

 

Rosa Maria Pitsch 

 

 

 

 

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