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Tramandaí: mobilização dos trabalhadores pressiona e dá prazo à patronal

08/01/2018

Sindisaúde-RS também manifesta que lutará para a implementação imediata da reposição salarial e de um acordo coletivo que garanta direitos mínimos para os trabalhadores

Escrito por: Sindisaúde-RS

 

 

A última semana de 2017 foi intensa para os trabalhadores do Hospital Tramandaí. Depois de conviver por durante meses com atrasos de salários e incertezas quanto aos pagamentos, os funcionários realizaram, com a organização do Sindisaúde-RS, uma caminhada em 29/12 e uma paralisação em 02/01/18.

 

Os trabalhadores deliberaram em assembleia que uma nova paralisação poderá ocorrer a partir do dia 11 de janeiro, com duração de três dias, caso os salários e o 13° não sejam pagos pela Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) até o quinto dia útil deste mês.

 

Entenda

 

Na última sexta-feira do ano, cerca de 150 trabalhadores se organizaram para o ato que promoveu uma caminhada pela cidade, com distribuição de cartas abertas para conscientizar a comunidade sobre os problemas de atrasos e não pagamento do 13°. A mobilização foi recebida de forma positiva pela população do litoral, mesmo com os bloqueios feitos na ponte entre os municípios de Imbé e Tramandaí em plena véspera de Ano Novo.

 

População prestou apoio

 

A pressão na patronal surtiu efeito, já que os salários referentes ao mês de novembro foram depositados no dia 28/12. No entanto, tendo em vista o não pagamento do 13° e a falta de garantias para o recebimento dos próximos salários, a paralisação definida em assembleia foi mantida no dia 02/01. Após, uma nova assembleia foi realizada, na qual o vice-presidente, Julio Appel, e o secretário-geral, Julio Jesien, avaliaram o movimento junto aos trabalhadores.

 

Foi proposto pelo sindicato uma nova paralisação de 3 dias a iniciar às 8 horas do dia 11 de janeiro, com previsão de término no dia 13, às 20 horas. A proposta foi aprovada por ampla maioria, com apenas uma abstenção. Caso a greve ocorra, 30% dos serviços serão mantidos, salvo áreas fechadas. Ficou deliberado ainda, que a qualquer momento, após o início do movimento paredista, poderá ser feita uma assembleia para continuidade da mobilização, na qual serão avaliados: a suspensão do movimento em decorrência do pagamento dos salários no prazo legal e a quitação da dívida do 13° das categorias; o encerramento do movimento, se o sindicato considerar baixa a participação dos trabalhadores.

 

O Sindisaúde-RS também manifesta que lutará para a implementação imediata da reposição salarial e de um acordo coletivo que garanta direitos mínimos para os trabalhadores.

 

Além de Appel e Jesien, os diretores Paulo Souza, Marly da Roza e Marlise Machado apoiaram os atos. O presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Estevão Finger, esteve presente para conversar com a categoria que representa, já que será necessário um prazo maior para o Sergs viabilizar a participação desses profissionais, fundamentais para a possível paralisação.

 

Até o último dia útil do ano, a diretoria do Sindisaúde-RS esteve na luta. A situação dos trabalhadores do Hospital Tramandaí foi um dos principais motivos, assim como o atraso de salários no Hospital São Vicente de Paulo, em Osório. Nas próximas semanas, os diretores continuarão acompanhando os desdobramentos dos atrasos no interior e no litoral, promovendo as manifestações e atos que forem necessários.

 

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