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SERGS: trabalhadores protestam contra desmonte do SUS

22/02/2018

Manifestação ocorreu durante a visita do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), ao GHC para lançar a pedra fundamental para a obra do Hospital do Câncer

Escrito por: SERGS /CUT RS

 

 

Com faixas, cartazes e chamando a atenção da sociedade, trabalhadores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), enfermeiros, liderados pelo SERGS, funcionários da saúde e de outras categorias, estudantes e dirigentes da CUT-RS protestaram, na manhã da quinta-feira (8/02), em frente à instituição, na zona norte de Porto Alegre, contra o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e contra as reformas trabalhista e da previdência do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB).


A manifestação ocorreu durante a visita do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), ao GHC para lançar a pedra fundamental para a obra do Hospital do Câncer, que tem previsão de início ainda em fevereiro e duração de 24 meses, aumentando a capacidade de atendimento de pacientes com essa doença em 30%.


Na chegada do ministro, os manifestantes, que estavam no local desde as primeiras horas da manhã, acompanharam o carro, gritando palavras de ordem como “A saúde pede socorro”, “Fora Temer” e “Nenhum direito a menos”, fazendo referência às reformas trabalhista, já efetivada, e a da Previdência, que está prevista para ir à votação na Câmara dos Deputados até o final de fevereiro.


Os participantes tentaram acessar o espaço onde seria realizado o evento, no pátio da instituição, mas foram impedidos pelos seguranças do GHC. Eles, no entanto, não desistiram e continuaram o ato em frente ao local, protestando contra o governo e suas reformas.

O secretário de Saúde do Trabalhador da CUT-RS, Dary Beck, defendeu o SUS público e de qualidade e denunciou a defesa, pelo ministro, dos planos privados de saúde. “Essa postura faz parte de um projeto de destruição dos direitos sociais do governo golpista do Temer (MDB)”, frisou ele.


O dirigente sindical também convocou a todos os manifestantes e a população para a participação no Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência, a ser realizado no próximo dia 19, visando protestar conta essa proposta dos golpistas que está para ser votada pela Câmara dos Deputados até o final de fevereiro.


Os trabalhadores também denunciaram as dificuldades vivenciadas nos hospitais do GHC, desde a falta de materiais como papel higiênico até a sobrecarga de trabalho. Além disso, faltam profissionais e leitos; as estruturas físicas estão precarizadas; há um grande número apadrinhados políticos, indicados pelo MDB e PP, com altos salários; e não existe dimensionamento de pessoal, dentre outros problemas. Eles ainda reivindicaram valorização e transparência na gestão pública.


O ministro dos planos de saúde


De fato, desde que assumiu, o ministro da Saúde, indicado pelo Partido Progressista (PP) e empossado por Temer, tem defendido abertamente a criação de “planos de saúde populares” privados à população, justificando que isso “aliviaria” o SUS. Mas a avaliação de entidades do setor é que a medida abre precedentes perigosos, que pode levar a saúde a retroceder aos anos 90, quando não havia regulamentação e doenças como Aids, enfermidades cardíacas e hemodiálise não tinham cobertura no Brasil.


Ou seja, o que o ministro defende é o incentivo aos planos privados e a deterioração do SUS. Não por acaso o maior doador individual da campanha eleitoral do ministro a deputado federal em 2014 foi o presidente do Grupo Aliança, administradora de benefícios de saúde. Foram mais de R$ 100 mil declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

 

CUT-RS

 

 

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