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Reforma infindável do Hospital Emílio Ribas é discutida em audiência pública

19/06/2019

Hospital Emílio Ribas é considerado hoje o maior hospital de infectologia da América Latina e o principal centro de cuidado ao paciente que convive com HIV

Escrito por: Sindsaúde SP

 

 

Os problemas enfrentados pelos usuários, trabalhadoras e trabalhadores do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), devido uma obra no hospital que  já dura 5 anos, foi tema de  audiência pública na última quarta-feira (5) no Plenário Tiradentes, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A Reforma já consumiu R$ 160 milhões e há uma previsão de que seja necessário mais R$ 40 milhões até a conclusão.

 

Além disso, quando o hospital ficar pronto, os leitos devem passar de 120 para 250, porém o Governo do Estado de São Paulo não abre concurso público para o local há 20 anos, o que preocupa Cleonice Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde-SP). “Não tem quadro suficiente de trabalhadores para dar esse suporte para a população. Por isso, viemos aqui para entender como será”, ressaltou Cleonice, que participou como uma das debatedoras.

 

Além da falta de concursos, para contratação de novos profissionais, os debatedores destacaram que a falta de financiamento será outro problema a ser superado, já que a Emenda à Constituição (EC), nº 95, limitou o teto de gastos. "E quando essa obra terminar o hospital terá uma maior demanda de dinheiro para custeá-lo, vai precisar de uma quantidade maior de recursos humanos: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem para fazer o hospital funcionar. Só que vivemos um momento em que a saúde passa por um contingenciamento de recursos ao mesmo tempo em que o estado não libera contratação de servidores públicos. Por conta disso fica o questionamento de: como o hospital funcionará após a obra?", indagou Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

 

Ao lado do SindSaúde-SP e do Simesp, também participaram da audiência pública Luciana Borges, presidente da Associação dos Médicos do IIER; Marina Andrade, diretora da Associação dos Médicos Residentes do IIER; Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), representante do Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (FOAESP); e Cláudio Capitão, representante dos trabalhadores do IIER.

 

A audiência foi promovida pelo deputado estadual, Carlos Giannazi, que se comprometeu a solicitar explicações sobre os problemas levantados na audiência pública ao secretário da Saúde do estado, José Henrique Germann, e ao diretor do instituto por meio da comissão de saúde da Alesp. O parlamentar também afirmou que irá denunciar a situação ao Ministério Público Estadual (MPE).

 

Problemas atuais

 

Uma das maiores instituições de saúde do Estado de São Paulo, o Hospital Emílio Ribas é considerado hoje o maior hospital de infectologia da América Latina e o principal centro de cuidado ao paciente que convive com HIV.

 

Devidos às obras, várias alas foram fechadas, há menos leitos operando, em meio ao crescimento de casos de Febre Amarela, Dengue e surgimento do Zica Vírus e Chikungunya no país. O laboratório e o serviço de patologia estão sucateados e falta de medicamentos. "Falta dipirona para os pacientes, está muito difícil. Estão falando da reforma, mas faltam muitos medicamentos de baixo custo para nós pacientes", contou José Marcionilho, paciente do hospital, em entrevista à TV Alesp.

 

Cleonice reforça que, infelizmente, a falta de medicamentos e de insumos são problemas que não se restringem apenas ao Emílio Ribas. “A grande maioria dos hospitais do estado de São Paulo passam por situação semelhante, há casos da equipe de enfermagem não ter nem luvas para trabalhar. Os profissionais precisam improvisar para conseguir atender a população”, relatou e completou: “É para denunciar esses problemas que o SindSaúde-SP está elaborando um dossiê sobre a situação da Saúde no estado de São Paulo.”

    

 

 

 

Com informações da Tv Alesp e do Simesp

 

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