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CNTSS/CUT esteve entre as entidades nacionais presentes em atos realizados durante Jornada de Lutas

16/09/2016

Manifestação contra Eduardo Cunha e Temer fez parte da programação da Jornada de Lutas promovida pela CUT e demais Centrais Sindicais nos dias 12 e 13 de setembro

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

Os trabalhadores demonstraram mais uma vez a sua força em atos realizados esta semana em Brasília. Enquanto os deputados ainda definiam o futuro político do seu par e ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), na noite da segunda-feira, 12/09, os trabalhadores realizavam um grande protesto na Praça dos Ministérios com o veredicto já bem definido. Dirigentes e trabalhadores da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social estavam presentes e se somaram às muitas centenas de vozes que ecoavam com gritos de “Fora Cunha” e “Fora Temer”.

 

A iniciativa fez parte da programação da “Jornada de Lutas” promovida pela CUT – Central Única dos Trabalhadores e demais Centrais Sindicais durante os dias 12 e 13 de setembro. A concentração teve início perto das 18 horas em frente ao Museu Nacional. Na sequência, os trabalhadores percorreram o trajeto até o Congresso Nacional. Durante o percurso, além das palavras de ordem, os participantes levavam cartazes pela cassação de Cunha, pela saída de Temer e contra as várias iniciativas do atual governo que atingem fortemente direitos trabalhistas e sociais. Entre as muitas medidas contrárias à classe trabalhadora propostas por Temer, a PEC 241 e o PL 257 foram os mais atacados pelos trabalhadores.

 

O presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, vaticinou que a cassação de Cunha já havia passado da hora e qualquer outro resultado que não fosse este seria “pavoroso para a história do país, uma vergonha”. Segundo matéria divulgada no site da CUT, Freitas é bem contundente ao mencionar que “já foram levantadas contra o Cunha provas suficientes para que ele seja cassado e encaminhado ao Judiciário para ser preso. Cunha e Temer é a mesma coisa. Um, não existe sem o outro. Ambos tiraram uma presidente eleita do poder, sem qualquer crime, apenas para acobertarem suas falcatruas e vão pagar por isso. A saída do Cunha é o pontapé inicial para o ‘Fora Temer’”.

 

O ato dos trabalhadores durou até cerca de 21h30. Enquanto os manifestantes esperavam para saber os resultados, a seção foi suspensa por duas vezes por conta de não ter sido atingido o quórum mínimo exigido pelo Estatutos da Câmara. Mas as manobras dos aliados de Cunha não deram certo. O resultado final do périplo foi que 450 deputados foram favoráveis à cassação, 10 foram contrários e nove optaram por se abster. O deputado também se tornou inelegível por oito anos e o sétimo parlamentar a ter mandato cassado pelo Conselho de Ética por Decoro Parlamentar. Cumpria-se, assim, a sentença já pronunciada há muito tempo pelas muitas mobilizações de rua.

 

“A queda do Cunha é o início do Fora Temer e da quadrilha que cassou Dilma, uma presidenta honesta, para tomar o poder que jamais conseguiriam pelo voto popular. Cunha foi defenestrado pelos próprios aliados. A saída do homem forte do golpe, do parlamentar corrupto, com contas milionárias na Suíça, que costurou o impeachment é uma prova concreta de que precisamos de eleições diretas já e de uma verdadeira reforma política o mais urgentemente possível", afirmou o dirigente em matéria publicada no site da CUT.


Agora, afastado definitivamente de seu mandato, Eduardo Cunha passará a responder por seus delitos sem o foro privilegiado concedido a parlamentares. O deputado é acusado de ter contas na Suíça com valores adquiridos em transações realizadas na compra de um campo de petróleo em Benin (Africa), na aquisição de navios-sonda e também em negócios com empreiteiras na construção do Porto Maravilha. Na Operação Lava-Jato é investigado por beneficiar aliados e um pedido de investigação mantido em sigilo. Há um pedido de prisão feito ao STF – Supremo Tribunal Federal feito pela PGR – Procuradoria Geral da República.

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

 

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