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Em carta ao povo brasileiro, Frente Brasil Popular anuncia apoio oficial a Lula

03/09/2018

"Está na hora de o povo brasileiro voltar a decidir sobre os caminhos que o País deve seguir. O povo quer poder votar em Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad e Manuela Dávilla", diz documento

Escrito por: CUT

 

 

Na sexta-feira (31), a Frente Brasil Popular, que reúne diversas entidades dos movimentos sindical e popular, entre eles a CUT, além de partidos políticos, anunciou oficialmente o apoio à candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República nas eleições deste ano.

 

Em carta ao povo brasileiro, as entidades que compõem a FBP afirmam que Lula segue sendo a principal liderança política do Brasil assim como a sua história e sua candidatura são a expressão da luta de classes no Brasil.

 

"Por isso ele [Lula] reúne em torno de si um apoio popular crescente e as melhores condições de derrotar o golpe em curso. É por isso que ele está preso. É por isso que defendemos Lula Presidente."

 

A partir de agora, diz trecho da carta, "nós levantaremos a bandeira de Lula, Haddad e Manu e eles levarão a nossa bandeira em cada canto do país".

 

"A militância dos movimentos sociais, através das suas formas de luta e organização, deve dedicar seus melhores esforços para construir a vitória de Lula", conclama a FBP em outro trecho.

 

"Precisaremos de muita luta e unidade para reverter os ataques à classe trabalhadora e abrir um novo período de democracia, inclusão, desenvolvimento, crescimento e soberania no Brasil."

 

Confira a carta na íntegra:

 

 

Carta ao Povo Brasileiro da Frente Brasil Popular

 

Mais uma vez nos encontramos diante de uma encruzilhada histórica. As eleições de 2018 são uma batalha fundamental na luta que travamos desde 2015 em defesa da democracia, dos direitos e da soberania.

 

A Frente Brasil Popular é o produto da unidade política das forças populares na luta contra o golpe e por outra política econômica. Portanto, nesse momento em que o golpe e seus protagonistas são postos à prova do voto popular não podemos deixar de manifestar ao povo brasileiro nossa opinião.

 

O golpe no Brasil é parte de uma ofensiva internacional do capitalismo neoliberal, diante de um cenário de crise econômica internacional de longa duração. No Brasil, o impeachment da Presidenta Dilma, sem crime e sem provas, foi a forma mais rápida de derrubarem um governo legítimo, que promovia a inclusão social e a redução das desigualdades e colocar no lugar um projeto de retrocesso político e social, sem respaldo popular.

 

Os representantes das classes dominantes no parlamento, no judiciário, na mídia liderada pela Rede Globo e aqueles que vivem da especulação financeira são os patrocinadores e protagonistas desse golpe. É por isso que o maior líder popular brasileiro hoje é um preso político. Enclausuravam Lula para continuar o assalto ao Brasil.

 

Por isso, temos clareza do que está em jogo nessa eleição, tanta que lutamos arduamente por sua antecipação. E por isso estamos unidos, mais uma vez, também na disputa eleitoral. Não podemos nos calar ou não ter posição política.

 

Desde o ano passado assumimos a luta em defesa do ex-presidente Lula, condenado sem provas por um judiciário parcial, acusando a perseguição contra ele, defendo sua inocência, seu direito de ser candidato e posteriormente a sua liberdade, diante da prisão ilegal a que está submetido. Em que pese os esforços da direita e da rede globo, sua liderança política não foi abalada, pelo contrário.

 

Lula segue sendo a principal liderança política do Brasil. Sua história e sua candidatura é expressão da luta de classes no Brasil. Por isso ele reúne em torno de si um apoio popular crescente e, portanto, as melhores condições de derrotar o golpe em curso. É por isso que ele está preso. É por isso que defendemos Lula Presidente.

 

A disputa eleitoral, mesmo com a diversidade de candidaturas, está polarizada entre dois projetos antagônicos. Um de continuidade das políticas do golpe no qual o povo é o problema e deve pagar a conta da crise e outro que prima pelo desenvolvimento nacional, fundado na democracia, na soberania e na valorização do trabalho.

 

É por isso que, a partir de agora, nós levantaremos a bandeira de Lula, Haddad e Manu e eles levarão a nossa bandeira em cada canto do país. Assim como, respeitamos cada entidade que faz parte de nossa articulação, mas que têm especificidades e dinâmica própria de participação no processo eleitoral.

 

A militância dos movimentos sociais, através das suas formas de luta e organização, deve dedicar seus melhores esforços para construir a vitória de Lula.

 

Havendo segundo turno, continuaremos trabalhando para construir uma unidade ainda mais ampla com conjunto da esquerda e dos setores progressistas para derrotar o golpe e devolver o destino do país aos brasileiros e brasileiras.

 

Está na hora de o povo brasileiro voltar a decidir sobre os caminhos que o País deve seguir, resgatar a soberania popular, ter seu voto respeitado e contado. O povo quer poder votar em Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad e Manuela Dávilla.

 

Nossa luta não começou e não terminará nas eleições. Independentemente do resultado, vamos continuar construindo um caminho de unidade em torno de um projeto para o País e de uma aliança com as forças populares, progressistas e patriótica.

 

Precisaremos de muita luta e unidade para reverter os ataques à classe trabalhadora e abrir um novo período de democracia, inclusão, desenvolvimento, crescimento e soberania no Brasil.

 

São Paulo, 31 de agosto de 2018


Frente Brasil Popular

 

 

 

 

 

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