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Defesa dos trabalhadores do INSS contra medidas do governo é feita por presidente da CNTSS/CUT em Audiência na Câmara Federal

24/09/2019

Debatedores terão como tema “Estratégia Nacional de Atendimento Tempestivo no âmbito do INSS”, instituída com a da Resolução nº 695, de 8/8/2019, que estabelece metas e controle de produtividade

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

Um importante debate sobre a realidade dos servidores públicos do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social acontece nesta terça-feira, 24/09, no período da tarde, na Câmara Federal, sob a coordenação da presidenta da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputada professora Marcivânia (PcdoB Amapá). A Audiência Pública com o tema a “Estratégia Nacional de Atendimento Tempestivo no âmbito do INSS”, que foi instituída por meio da Resolução nº 695, de 8/08/2019, foi solicitada pelo deputado Carlos Veras (PT PE).

 

O presidente da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Sandro Alex de Oliveira Cezar, fará parte da mesa de debatedores. A Confederação, como entidade nacional representativa dos servidores do INSS, tem acompanhado e denunciando as ações deste governo que vêm penalizando os trabalhadores do Instituto, dificultado as relações e condições de trabalho e prejudicando a população beneficiária dos serviços prestados pelo órgão federal. O estabelecimento de metas de atendimento impraticáveis e controle da produtividade tem sido constante por parte deste governo.

 

A justificativa do governo para apresentação da Resolução em questão é de que teve como finalidade “conferir os meios necessários à otimização da gestão, aumento da produtividade e da eficiência na análise e conclusão dos requerimentos de reconhecimento inicial de direitos”. O texto descreve em seu parágrafo único que “considera-se atendimento tempestivo a conclusão da análise de requerimentos de reconhecimento inicial de direitos em prazo igual ou inferior a 45 dias, salvo na impossibilidade de conclusão da análise em razão de pendência de cumprimento de exigência por parte do segurado requerente.”

 

A demanda represada no INSS tem sido alvo de denúncia por parte dos trabalhadores e suas entidades representativas. O Instituto concentra entre suas atribuições a análise para concessão de um número expressivo de benefícios, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, pensão por morte, auxílio-acidente, entre outros. Estima-se que estamos falando de cerca de 1 milhão de solicitações por mês. Somando esta realidade com as dificuldades cotidianas para execução das muitas tarefas fica evidente que está equação acarretará ainda mais atribulações aos trabalhadores.

 

Para esta Audiência também foram convidados o presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira; o presidente da CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares, Aristides Santos; a professora da Universidade de Brasília, Ana Magnólia Mendes; e um representante da FENASPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social.

 

Defesa dos trabalhadores

 

O presidente da CNTSS/CUT ainda participará como debatedor de outra Audiência Pública marcada para quinta-feira, 26 de setembro, às 14 horas, também na Câmara Federal. Desta vez a temática será sobre “O direito de organização sindical no setor público no atual contexto social e político brasileiro”. O convite para o evento também partiu da deputada professora Marcivânia (PCdoB do Amapá). A Audiência, que teve como requerente a deputada Erika Kokay (PT DF), será aberta à participação e terá sua transmissão ao vivo pelo Canal da Câmara na rede social Youtube.

 

A atividade desta quarta-feira é resultado do encaminhamento feito pela ISP - Internacional de Serviços Públicos, confederação sindical internacional que representa 20 milhões de trabalhadores e trabalhadores públicos ou que atuam em serviços de natureza pública, organizados em 163 países, e suas entidades filiadas, entre elas a CNTSS/CUT. A pauta da discussão versa sobre a constatação inequívoca das violações à liberdade de organização sindical através de práticas e condutas antissindicais advindas dos gestores públicos. Fato presente no cotidiano dos trabalhadores desde o golpe de 2016.

 

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

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