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Sindsaúde SP: com o lema “pela vida e pela valorização dos trabalhadores”, servidores do IAMSPE iniciaram hoje paralisação por 48 horas

16/07/2020

Servidores, que são contrários à terceirização, querem mais respeito e cobram segurança, pagamento do bônus e insalubridade; unidade perdeu nove trabalhadores contaminados por Covid-19

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSSCUT

 

 

O dia de hoje, quinta-feira, 16 de julho, amanheceu com muita luta dos servidores estaduais do IAMSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo nas ruas da capital por melhores condições de trabalho, pelo cumprimento do pagamento de bônus e contra a terceirização.  A paralisação dos profissionais do IAMSPE por 48 horas, entre os dias 16 e 17 de julho, foi decidida em assembléia conduzida em 07 de julho pelas direções do Sindsaúde SP - Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo e da AFIAMSPE - Associação dos Funcionários do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.

 

A situação de precariedade nas condições de segurança dos trabalhadores neste momento de combate ao novo coronavírus (Covid-19) tem sido um problema agudo no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), do IAMSPE, e vem sendo sistematicamente denunciada pelo Sindsaúde SP. Os óbitos conhecidos por Covid-19 já atingiram nove trabalhadores da unidade hospitalar e há ainda centenas de casos de contaminação destes profissionais.

 

Os servidores também estão se manifestando contra as terceirizações, que vêm acontecendo dentro da unidade. Há, segundo os trabalhadores, uma evidente desvalorização dos servidores da área, inclusive financeira, “pois até o valor dos plantões-extras pagos pelas empresas terceirizadas são maiores dos que os que são pagos aos trabalhadores efetivos”.

 

Sobre a Bonificação de Resultados, os servidores estão negociando desde março com o governo para que seja efetuado o pagamento. Instituída por meio da Lei Complementar nº 05/2009, a bonificação foi direcionada aos servidores em exercício da Secretaria de Gestão Pública e do IAMSPE. Desde então, vem sendo paga anualmente. Neste ano, o governo descumpriu o estabelecido alegando que a mudança dos servidores do Instituto para outra secretaria impede o pagamento de bônus, pois a nova área não possui legislação que permita a concessão de valores desta natureza.

 

Clique aqui e veja o ato e a entrevista:

 

Em entrevista concedida ao site do Sindsaúde SP na manhã de hoje, a tesoureira da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social e também secretária-geral do Sindsaúde SP, Célia Regina Costa, destaca que há um clima muito forte de insatisfação dos trabalhadores do IAMSPE. “Os servidores estão revoltados. Primeiro, porque nós somos o menor salário do estado. Temos um grande atendimento de Covid-19 aqui na unidade neste momento tão difícil. O governo está aproveitando este momento da pandemia para terceirizar o máximo que pode e pagar salários e plantões diferenciados dos que as empresas estão pagando para os seus trabalhadores. O trabalhador terceirizado não tem culpa. Mas nós queremos nossa valorização. Queremos a insalubridade maior também, de 40%. Porque neste hospital nós tivemos um dos maiores números de trabalhadores que faleceram contaminados. Com toda a estrutura que o Hospital dos Servidores deu, mas morreu mais funcionários aqui.

 

A dirigente também lembrou que os servidores querem retornar para a estrutura da Secretaria da Saúde. “Nos queremos voltar para a Secretaria de Saúde porque somos trabalhadores da saúde. Não adianta ficar jogando a gente de secretaria para secretaria e não ter o mínimo de respeito com estes trabalhadores que salvaram milhares de vidas. A revolta é esta. Trabalhar muito e atender com qualidade são compromissos que sempre tivemos com a população usuária do nosso Hospital. Não podemos admitir que o governo venha dizer que não tem recursos para o bônus, porque já estava no orçamento. Não tem explicação deste governo para que não pague o bônus dos funcionários, visto que somos o menor salário do estado de São Paulo. É por tudo isto a nossa revolta. Vamos fazer hoje e amanhã a nossa paralisação. Vamos avaliar durante outras assembléia e, se for o caso, vamos fazer greve por tempo indeterminado,” afirma Célia Costa, que também é funcionária do IAMSPE.

 

Os trabalhadores realizaram ato em frente a unidade e aproveitaram a oportunidade para homenagear os colegas de trabalho que foram a óbito por conta do contágio com o novo coronavírus. Pouco depois das falas das lideranças e de trabalhadores, os servidores iniciaram uma caminhada pelas ruas da região. Os trabalhadores estão seguindo os protocolos de segurança contra a contaminação pelo Covid-19, como o uso de máscaras, permanente higienização com álcool gel e tentando manter o distanciamento adequando para evitar aglomeração.

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

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