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Sindsaúde SP: ato homenageia vítimas do Covid-19 e cobra responsabilidade e respeito das autoridades

20/08/2020

Caminhada relembra o martírio das vítimas e seus familiares; entidade também denuncia a forma arbitrária como Dória trata os servidores e a saúde do Estado

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

 

 

Na semana em que o país chegou a triste marca de mais de 100 mil brasileiros mortos por Covid-19 e mais de 3 milhões de contaminados, o Sindsaúde SP - Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo realiza uma homenagem a estas vítimas e seus familiares. A caminhada, que aconteceu na sexta-feira, 14 de agosto, também foi um momento de homenagear os cerca de 50 profissionais da rede de saúde estadual que vieram a óbito pela contaminação com o vírus.

 

Dirigentes do Sindicato e centenas de trabalhadores se reuniram na sede do Sindsaúde SP para realizar uma caminhada até a Secretaria de Estado da Saúde. Paramentados com jalecos e toucas brancas, carregando cartazes denunciando a situação da saúde no estado e portando balões brancos com os nomes grafados dos colegas de profissão que deram suas vidas para salvar vidas, os servidores estaduais caminharam pelas ruas denunciando a responsabilidade das autoridades e cobrando seriedade na defesa dos trabalhadores e da população neste momento de pandemia.

 

No ato, que foi destaque em matéria divulgado no jornal SP 1ª Edição da Rede Globo do mesmo dia, o descaso, a insensibilidade, o autoritarismo e a truculência do governador João Dória foram denunciados nas muitas falas realizadas durante toda manifestação. A tesoureira da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social e secretária-Geral do Sindicato, Célia Regina Costa, acompanhou todo o trajeto e fez uma fala em frente a Secretaria de Saúde para homenagear as vítimas e os colegas de trabalho que sucumbiram ao vírus e cobrar do governo o respeito à população e ao servidor da saúde estadual.

 

Clique aqui e veja um resumo do ato:

 

A dirigente mencionou que o país vive uma escalada fascista e que agora os governos e a mídia estão numa campanha contra os servidores públicos dizendo que ganham mais que os trabalhadores da iniciativa privada. É fato conhecido que os servidores estaduais da saúde possuem o menor salário do funcionalismo estadual. A dirigente faz um desafio para que a mídia mostre a tabela de salário dos servidores, principalmente da saúde, para esclarecer quanto ganha um servidor que trabalha muitas vezes até doze horas diárias para salvar a vida de cada paciente.

 

Célia Costa lembrou que mesmo no meio desta pandemia o novo secretário de Saúde de Dória não atendeu os dirigentes do Sindicato para conversar. “Não podemos ficar passíveis. Temos que dialogar com a sociedade. Nós conversamos com cada trabalhador. A Cleonice, nossa presidente, conversou com os trabalhadores de todas as regiões do Estado. Tiramos propostas e vamos levar para dialogar com a população. Vamos mostrar nossos holerites. Vamos mostrar nossas condições e dizer que até agora não fomos atendidos pelo secretário de Saúde,” afirma a dirigente.

 

A dirigente denunciou os muitos ataques que os servidores vêm sofrendo desde o início do ano. A Reforma da Previdência aprovada na ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em fevereiro, que, além de aumentar a alíquota de desconto, ainda fez com que os servidores perdessem direitos. Recordou que ao invés de dialogar com os trabalhadores, Dória mandou a PM atirar gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bala de borracha. Outro prejuízo na renda do servidor foi o aumento também no desconto do Iamspe - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo, que está proposto no Projeto de Lei nº 529, publicado no Diário Oficial de 12 de agosto, e enviado à Alesp para aprovação.

 

O PL também prevê extinguir as autarquias, fundações e institutos, entre eles Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), a Fundação para o Remédio Popular (Furp) e a Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp). Ou seja, Dória aproveita a pandemia para dilapidar o Estado de São Paulo e o patrimônio da população. O mesmo Dória que queria desvencilhar sua imagem de Bolsonaro, a quem ajudou a eleger, age da mesma forma, seja flexibilizando o isolamento social por pressão econômica, seja “passando a boiada” e privatizando as empresas públicas.

 

Clique aqui e assista a matéria do SP 1:

 

Estas denúncias feitas pela dirigente da CNTSS/CUT e as muitas outras mencionadas pelas demais lideranças presentes ao ato demonstram o total desrespeito do governo Dória com as vidas dos trabalhadores e da população. Segundo Célia Regina Costa, são posturas totalmente absurdas do governo que trata o povo como se não fosse nada e ainda fala que o PL 529 é para recursos para saúde e educação. “Em nenhum momento falou em valorizar os trabalhadores de São Paulo que ficaram nestes meses salvando vidas. Por que falamos nas mortes? Porque cada profissional que perde uma pessoa é como se nosso trabalho não tivesse sido da forma como gostaríamos. Nenhum destes profissionais está nos hospitais para não salvar vidas. Nós estamos aqui para cada vez mais salvar vidas,” desabafa a dirigente.

 

 

José Carlos Araújo

Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT

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