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Dia Internacional da Mulher: resistir e conquistar sempre

Escrito po: Maria de Fátima Veloso

08/03/2022

Mesmo com um quadro de grande complexidade, as mulheres têm demonstrado cada vez mais unidade, organização e afinco em suas lutas.

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, por meio de sua Secretaria de Mulheres, quer parabenizar as mulheres pela comemoração, na data de hoje, 08 de março, do Dia Internacional da Mulher. Um momento sempre de muita luta, resistência e também de congraçamento entre as mulheres que são protagonistas nos mais diversos espaços e lutas sociais. Nossa Confederação e suas entidades filiadas, em particular, são um exemplo disto, com lideranças femininas despontando nos cargos de comando e tendo uma base composta majoritariamente de mulheres. É uma grande honra poder representar este magnífico quadro de mulheres combativas da Seguridade estando à frente da Secretaria de Mulheres.

 

Este ano, a data será celebrada da maneira que mais gostamos: vamos estar nas ruas de todo o país comemorando, lutando, reivindicando, denunciando e consagrando as mais diversas bandeiras e pautas de luta das mulheres do país e de todo o mundo. Esta escala mundial é um das marcas de nossa organização e motivação. O próprio tema tirado para este dia mostra a abrangência da luta feminina em nosso país: “Pela vida das mulheres, contra a fome, o desemprego e a carestia – Bolsonaro Nunca Mais!”. São bandeiras agregadoras que somam-se às nossas muitas pautas, como a luta contra a violência, a misoginia, o machismo, o fascismo, a homofobia e por igualdade de direitos na sociedade e  no mercado de trabalho.

 

Nestes últimos anos, desde o golpe de 2016, o ataque aos direitos das mulheres tem sido brutal, ainda mais forte e cruel a partir do governo misógino e truculento de Bolsonaro. Muitas das nossas conquistas retrocederam, muitas de nossas políticas foram sucateadas, o feminicídio aumentou assustadoramente. É fato comprovado que durante a pandemia do Covid-19 as mulheres foram as mais afetadas pela perda de emprego, de renda, com o aumento da violência e que constituem o segmento social com maior dificuldade de retorno ao mercado de trabalho. Também foram as mais prejudicadas com as Contrarreformas Trabalhista e da Previdência.

 

Dados divulgados recentemente pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômico (DIEESE) demonstram que a taxa de desemprego entre as mulheres chegou a 16,8% ano passado. Sendo ainda maior entre as mulheres negras: 19,8%. O indicador de rendimentos também expressa um quadro bem desvantajoso para as mulheres: os seus rendimentos são em torno de 75% daquilo que ganha um homem não negro. Novamente o racismo desponta com indicadores ainda mais nefastos: as mulheres negras chegam a receber 47% da remuneração paga para um homem branco. Segundo o site Congresso em Foco, o número de mulheres desempregadas no nosso país já chega a 8,6 milhões.

 

É preciso também denunciar e combater fortemente a violência contra as mulheres. Os números apresentado em matéria no site do G1 na segunda-feira, 07 de março, são alarmantes e têm como referência o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). “Em 2021, o Brasil registrou um estupro a cada 10 minutos e um feminicídio a cada 7 horas. Os dados mostram que houve 56.098 estupros — incluindo de vulneráveis — do gênero feminino, em todo o país, o que representa um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Já os casos de feminicídio caíram 2,4%, foram 1.319 vítimas em 2021 e 1.351 no ano anterior”, descreve a matéria. "Apesar do leve recuo na incidência de feminicídios, os números permanecem muito elevados, assim como os registros de violência sexual,” afirma uma das pesquisadoras.

 

Mesmo com um quadro de grande complexidade, as mulheres têm demonstrado cada vez mais unidade, organização e afinco em suas lutas. A presença massiva de mulheres nos grandes atos por todo o país, por direitos, emprego, contra a violência e rascismo, pelo retorno da Democracia, entre tantos outros temas humanizadores e civilizatórios essenciais, é uma forma de mostrar a resistência e a tenacidade das mulheres. É esta unidade que nos faz forte para lutar. É esta a certeza de que não vão nos calar. É com esta disposição que conquistaremos cada vez mais vitórias e avanços. Feliz Dia Internacional das Mulheres. Somos fortes.

 

 

Maria de Fátima Veloso é secretária nacional adjunta de Saúde do Trabalhador da CUT – Central Única dos Trabalhadores e secretária de Mulheres da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social

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