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SindSaúde ES denuncia a desvalorização dos Agentes de Combate à Endemias e dos Comunitários de Saúde

08/03/2018

Sem segurança e sem o aparato necessário o trabalho dos servidores fica comprometido

Escrito por: Sindsaúde ES

 

O SindSaúde-ES alerta a população capixaba da irresponsabilidade dos gestores nos municípios. Já foi iniciado um intenso combate ao mosquito Aedes Aegypti, entretanto, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que são fundamentais nesse processo de combate, reclamam das péssimas condições de trabalho, falta de equipamentos adequados para realização de suas atividades, a violência urbana e a desvalorização da categoria.

 

Os ACEs são responsáveis pela eliminação de criadouros e o trabalho de divulgação e promoção da saúde. O que vemos é a diminuição severa do número de profissionais que exercem as atividades. Para piorar, esses mesmos trabalhadores atuam em precárias condições de trabalho em seus Pontos Apoio (PA) - lugares onde se reúnem antes de começarem a atuação nos bairros - e, ainda, tem que conviver com a insegurança nas ruas e em seus locais de trabalho. Há lugares, como no município de Cariacica que quase não tem PA, ou seja, os agentes almoçam em baixo de arvores, sentados nos bancos e descansam até em calçadas.

 

"Temos vários registros de trabalhadores que são assaltados, enquanto realizam suas atividades nos bairros" disse Jovanio Barbosa, Diretor de Assuntos Municipais do SindSaúde-ES.

 

Essa série de violência vivenciada todos os dias pelos agentes, já foi registrada em matérias na grande mídia. Como a agente de endemias que foi vítima de violência sexual em Cariacica; a agente que foi atingida por um disparo de arma de fogo, na Serra; e uma agente de saúde que foi assassinada no município de Vitória a caminho do trabalho. Isso é só para citar alguns dos casos graves de violência urbana em que os agentes estão expostos no dia a dia. 

 

A falta de equipamentos de proteção individual (EPI) é uma das principais reivindicações do Sindicato. O agente necessita de suporte para realizar o trabalho de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre Amarela. 

 

As armadilhas do mosquito que foram adquiridas pelas Prefeituras é só mais uma medida paliativa que não elimina o mosquito, é um equipamento para garantir o controle da proliferação do Aedes Aegypti.

 

O Sindicato ressalta, ainda, que a falta de profissionais causa uma sobrecarga nos trabalhadores resultando no adoecimento e, consequentemente, afastamento desses profissionais por: dores na coluna, hipertensão, síndrome do pânico, síndrome de bournout - acúmulo de stress -, doenças ocupacionais, problemas ortopédicos etc. A maioria dos municípios do Espirito Santo não cumpre o que a Lei Federal n° 13.342, de 3 de outubro de 2016, manda e que garante o direito dos ACE e ACS.

 

A presidenta Geiza Pinheiro, afirma que o Sindicato está do lado dos agentes. "O monitoramento realizado pelos agentes é extremamente importante. O descaso com a categoria é vergonhoso. Sem segurança e sem o aparato necessário o trabalho dos servidores fica comprometido. A desvalorização da classe já vem sendo questionada há anos pelo Sindicato. Não vamos permitir que continue dessa maneira" afirma.

 

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