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Após tragédia na geração de emprego, ministro pede demissão

28/12/2017

Nova Lei Trabalhista completa um mês com corte de mais de 12 mil empregos, desmentindo afirmações dos golpistas de que fim da CLT geraria novos postos de trabalho

Escrito por: CUT

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que ficou conhecido por ter editado portaria  dificultando a repressão ao trabalho escravo, pediu demissão na tarde desta quarta-feira (27), logo após divulgar a tragédia do fechamento dos postos de trabalho formal, dado  que desmente propaganda golpista de que nova lei Trabalhista contribuiria para geração de emprego no Brasil. A saída do cargo foi confirmada pelo Palácio do Planalto.

O golpista Nogueira volta à Câmara dos Deputados, onde retoma seu mandato pelo PTB do Rio Grande do Sul. Ele comandava o Ministério do Trabalho desde maio de 2016, logo depois do golpe parlamentar, jurídico e midiático que usurpou, sem crime de responsabilidade, o cargo da presidenta reeleita Dilma Rousseff.

O último ato de Nogueira no cargo foi a divulgação dos dados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostram o fechamento de 12.292 postos de trabalho, no primeiro mês de vigência da Lei 13.467, a chamada reforma trabalhista. Uma das principais promessas feitas pelo ministro e demais defensores da nova legislação era a geração de empregos, que já não se confirmou.

”Como eu sempre alertei, a  lei de Temer iria apenas legalizar o bico, o trabalho informal. Emprego não se gera tirando direitos e, sim, promovendo investimentos”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. 

Outra realização de Nogueira como ministro foi a edição de uma portaria que flexibilizou a fiscalização do trabalho escravo no Brasil, o que gerou protestos da CUT, movimentos sociais e inclusive de organizações de outros países. O ato vergonhoso foi suspenso, através de uma liminar concedida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O atual suplente de Nogueira na Câmara é o deputado Assis Melo (PCdoB-RS). Por isso, nas votações polêmicas da Câmara, Nogueira se licenciava como ministro e reassumia o mandato para apoiar o governo. Assim, ele votou a favor da reforma trabalhista e aparece no “Calendário 2018 – Não esqueceremos” da CUT-RS.

Nogueira também votou por duas vezes para livrar Temer de ser investigado sobre as denúncias de corrupção feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No lugar de Nogueira, o governo vai nomear o deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA). A saída do ministro ainda será oficializada no Diário Oficial da União. O novo ministro assume no dia 4 de janeiro.

 

 

 

 

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