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CUT e demais centrais defendem o direito de Lula ser candidato, diz Vagner

02/05/2018

Segundo presidente da CUT, o ato unificado em Curitiba mostra que a volta da democracia e dos direitos dos trabalhadores é pauta comum de todas centrais. E não tem democracia sem Lula livre

Escrito por: CUT

 

O presidente da CUT, Vagner Freitas, defendeu o direito de o ex-presidente Lula ser candidato nas eleições de outubro deste ano e disse que essa reivindicação une as principais centrais sindicais brasileiras - Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical - que, junto com a CUT estão realizando um ato unificado pelo Dia do Trabalhador e da trabalhadora, em Curitiba, com o mote “Em Defesa dos Direitos e por Lula Livre”.

 

A afirmação foi feita durante coletiva dada na tarde desta terça-feira (1º), em Curitiba, onde mais de 40 mil pessoas do Brasil e do exterior foram participar do 1º de Maio e prestar solidariedade a Lula, mantido preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense, desde o dia 7 de abril.

 

Segundo Vagner, “as demais centrais sindicais sabem que Lula é o único que pode rever esse processo; que ele é importante para os trabalhadores”.

 

“Isso não significa que votarão nele, mas sua candidatura é um direito do trabalhador, que quer votar em quem o represente”, disse o dirigente.

 

O presidente da CUT defendeu ainda a soberania nacional e as estatais brasileiras, que vêm sendo alvo da ganância do grande capital internacional, especialmente depois que Temer anunciou seu plano de privatização de 57 empresas e projetos. Na época, a imprensa falou até em venda da Casa da Moeda e do aeroporto de Congonhas, que fica na capital de São Paulo.

 

“Defendemos a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos. Defendemos os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, a geração de empregos e a soberania nacional, os recursos do pré-sal devem ser investidos na saúde e a educação”, afirmou.

 

Vagner Freitas lembrou que desde o golpe de 2016 nenhum sindicato conseguiu para sua categoria, aumento salarial, só reposição da inflação. E, ainda assim, parcelada em inúmeras vezes.

 

“O índice de desemprego é absurdo. A crise econômica não tem fim. Temer mente dizendo que há recuperação econômica. Mas a verdade é que estamos sem credibilidade, sem investimentos econômicos, numa crise política sem fim”, disse o presidente da CUT.

 

Segundo ele, “Lula livre significa a defesa da democracia, o fim dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas e da escalada da violência contra os trabalhadores e pobres do país”.

 

“Lula fez um governo para todos e mantê-lo como preso político só faz crescer a intolerância. Por isso, este 1º de Maio é solidário ao ex-presidente e é em defesa dos direitos dos trabalhadores”, finalizou.

 

Além da defesa da liberdade de Lula, a CUT e demais centrais defendem uma política econômica de geração de empregos e renda, a defesa da seguridade e da Previdência Social pública, o fim da lei do congelamento de gastos com saúde e educação e a revogação da reforma Trabalhista.

 

 

 

Rosely Rocha, especial para Portal CUT

 

 

 

 

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